segunda-feira, janeiro 02, 2012

O ninja da virada




Essa virada de 2011 - 2012 teve um capítulo especial sobre
uma das maiores questões da filosofia, da física, da ficção:

O TEMPO

Quem ficou em Brasília foi para festa que rolou no Park Way,
chamada "the end of the world" - o fim do mundo tinha tudo
para dar certo, amigos, galera interessante, música boa,
um jardim maravilhoso, piscina, bons drink, boate, pista
de dança, decoração legal, banheiros excelentes, papel
higiênico no banheiro feminino, champagne, dava para ver
os fogos de artifício... tudo de bom!

A festa para mim foi acontecendo, chegamos faltando exatos
sete minutos para a virada, entramos na festa, e logo demos
de cara com um dos contatos com a organização da festa:

Dimitri.

Fomos recebidos por ele com um abraço caloroso e um belo
um sorriso na cara, com as indicações dele, ficou fácil
encontrarmos nossos outros companheiros da 12 na festa.

Como eu disse, a festa foi acontecendo sem eu pensar na hora
em tudo o que estava acontecendo. O ano virou, encontrei
amigos do trabalho na mesma festa, amigos da nossa querida
amiga Patrícia, também estavam por lá. Champagne, promessas,
beijos, abraços, e a música começou a aumentar. Mas eu me
sentei, e comigo sentaram várias pessoas, sei lá por que
cargas d'água não senti vontade de dançar naquela hora, eu
fiquei ali ouvindo as pessoas, conversando, e tome mais e
mais champagne. Fiquei com vontade de dançar às 3:30 quando
todo mundo já estava exausto e sentado e cansado, com exceção
de algumas pessoas que eu não conhecia. Resolvi dublar as
músicas da festa para divertir 2 dos únicos sobreviventes:
Frederico e Virgínia.

Acontece que nessa mesma festa, como que num flash, apareceu
um NINJA. Os ninjas são famosos por suas manhas e combates de
sucesso e pela velocidade extrema, quase que incomparável à
de outros lutadores.

Eu vi O NINJA logo que eu cheguei na festa... numa questão de
segundos ele conseguiu conversar com todo mundo da roda, e por
algum motivo, era o primeiro a conversar com os que chegavam
mais tarde. Ele bebia doses precisas de champagne numa rapidez
assombrosa, mal dava para acompanhar seus passos, depois da
virada, ele ainda compactuou com mais pessoas e de repente sumiu.
Sem deixar rastros, foi encontrado na pista de dança em um ataque,
e numa cadência frenética de segundos, fez sua vítima fatal.

Eram então 00:25. Após alguns minutos fulminantes de paixão e
furor, o ninja foi encontrado dormindo, silenciosamente. Um olho
aberto e outro fechado. Já tinha ouvido dizer que os ninjas nunca
dormem completamente.

Senti uma admiração extrema por aquele agente mercenário,
os ninjas são especializados nas artes de guerra não-ortodoxa,
ou como se diz em português coloquial, nas artes da NÁITCHI.

Enquanto eu precisei de mais de 3 horas para conseguir entrar
na atmosfera da festa, o ninja viveu o tempo de uma forma que
nem o escritor da melhor ficção científica, ou o filósofo mais
alemão conseguiria teorizar.

Fica aqui meu testemunho e minha devoção.
Ao ninja, minha admiração.

7 comentários:

Podrão disse...

Ahhh, este ninja! Eu lembro dele sim, estava de branco e com um colar azul de flores, não é mesmo? Da festa eu lembro pouco, mas da ressaca e do convite para almoçar do ninja eu lembro bem. Ahahahahaa, este reveillon já entrou para a história, certeza!!

Gaspa disse...

kkkk, a velha e tenebrosa soneca caolha!

Daniel disse...

KKKKKKKKKKKKKKKK
Que relato maravilhoso! Sutil e sagaz como a arte ninja!
=)

Big disse...

Rapaz...quem eh esse ninja ai?

Dimitri disse...

HAHAHAHAHAHAHA

Tô curioso também!

Ferdi disse...

EU NEM TAVA NA FESTA!

Big disse...

A galera desanimou mto ficando sentada na mesa!!!!!